13 de febrero de 2018

(Review 175) - Muerte en el Burj Khalifa

Muerte en el Burj Khalifa: El sorprendente caso de la investigadora de la abaya
Gema García-Teresa
320 Páginas
 Romance / Chick Lit / Intriga
Para leer en Español, haz click AQUI
Um divertido chick lit detetivesco ambientado no fascinante mundo islamico, protagonizado por uma advogada curiosa e determinada na luxuosa e contraditória cidade de Dubai. Em mais um anoitecer, no início do verão em Dubai, às vésperas do Ramadan, uma jovem emirati morre repentinamente dentro do elevador do suntuoso Burj Khalifa, o arranha-céus mais alto do mundo. Uma descoberta inesperada nos exames de sangue durante a autópsia colocará em perigo o bom nome da falecida, assim como o de toda a sua hamula * (familia). Seu pai, o poderoso Khwaja Al Falasi, tentando esclarecer os fatos de forma discreta, solicitará à Hessa, uma jovem advogada prima da falecida, que inicie uma pequena investigação, em paralelo com a da polícia. Hessa, que na verdade se dedica a defesa de divórcios khula solicitados por mulheres no tribunal da sharia (lei islamica), não conhece nada sobre investigação criminal, mas mesmo assim sabe que não poderá negar um pedido de seu tio. No entanto, além de descobrir a verdade sobre a morte da prima, a vida também deverá seguir seu fluxo normal, e vestida com sua estilosa abaya, a túnica negra típica das mulheres muçulmanas de seu país, Hessa deverá se acostumar a dividir seu tempo entre as suas muitas descobertas e o jejum do Ramadan, as orações e as visitas à Mesquita, as reuniões em família e como não os conflitos dentro de casa, as compras no centro comercial, os horários marcados no centro de estética... e como se tudo isso fosse pouco, a oportunidade de investigar a morte da prima também a colocará mais próxima de seu primo, Ahmed, o irmão mais velho da falecida, que estará sempre presente para ajudá-la a desvendar os mistérios por detrás do falecimento de Ameera.  
Resenha: 

Muerte en el Burj-Khalifa é o debut da autora Gema García-Teresa e já vou adiantando que me surpreendeu muito.
Se trata de um chick lit que, apesar de não ser um livro que te arranque gargalhadas à cada 2 páginas, ainda assim é bastante divertido e consegue prender o leitor, que se vê apresentado à uma cultura exótica e diferente, como é a cultura árabe-muçulmana.
Seguramente, a ambientação é o ponto alto desta novela.
A trama se passa nos Emirados Árabes, durante o mês do Ramadan muçulmano. Aqui nos adentramos no mundo dos árabes, com todas as suas crenças e rituais.


** Para quem não sabe, o Ramadã ou Ramadan é um mês sagrado para os muçulmanos, o mês do Ramadan é o mês em que foi revelado o Alcorão, livro sagrado do Islã. O Ramadan é praticado durante um mês inteiro, sem interrupções, sendo obrigatório para todos os muçulmanos desde quando atingem a puberdade (há uma lista de exceções para os casos de gravidez, idosos ou enfermos).  

Hessa al Falasi é uma charmosa garota emirati, independente, jovem e viúva. Casou-se há poucos anos, porém, o marido logo faleceu em um trágico acidente de automóvel e desde então, Hessa se dedica ao seu trabalho como advogada, defendendo outras mulheres muçulmanas em seus processos de divórcio perante o tribunal da sharia.
Um dia, sua prima Ameera morre misteriosamente na saída do elevador do mais famoso arranha-céu de Dubai, o Burj Khalifa, e os resultados da autópsia de Ameera não poderiam ser mais assustadores para a família de Hessa. O pai de Ameera chama sua sobrinha Hessa para pedir-lhe um favor particular: que a jovem advogada investigue a morte da prima por sua conta, em uma investigação paralela e informal. Assim, quem sabe, a família consiga livrar-se do escândalo que a causa da morte de Ameera trará à todos.
Hessa aceita a difícil missão, e quanto mais se adentra no mistério da morte de Ameera, mais complicadas as coisas vão ficando e situações bastante inesperadas surgirão enquanto Hessa descobre verdades sobre a vida de Ameera. 



Hessa é um personagem bastante carismático, muito bem desenvolvido, que mantém o leitor preso à suas aventuras desde o princípio, e a sua personalidade bondosa e doce acaba despertando uma simpatia imediata.
Hessa é uma jovem toda vaidosa, ligada em moda, charmosa, inteligente e perspicaz, independente e super segura de si mesma, ao mesmo tempo em que consegue viver em equilíbrio com a sua religião e costumes. 

Aliás, a religião islâmica aqui é retratada de uma maneira leve e respeitosa, outro ponto que me fez gostar muito da novela de Gema García-Teresa (a prova de que é possível fazer boas histórias e até mesmo humor sem necessidade de zombar, ofender ou estereotipar religiões). A autora consegue nos transportar ao universo dos ricos muçulmanos do golfo sem apelar aos estereótipos, além de conseguir explicar ao leitor costumes super diferentes sem deixar a trama pesada ou cansativa.

Haverá uma continuação, embora, ainda não se sabe para quando. Da minha parte, adoraria poder o quanto antes conferir mais uma aventura da glamourosa Hessa al Falasi e adentrar-me uma vez mais no mundo fascinante da cultura árabe-islâmica.

Resumindo, Muerte en el Burj-Khalifa, o debut literário da autora espanhola Gema García-Teresa me surpreendeu positivamente, já que tinha tudo o que buscava no momento da leitura: uma história leve, amena, divertida. Com uma ambientação impecável e detalhes bem interessantes da cultura árabe e da religião islamica, Gema nos apresenta um universo bem diferente do ocidental, sem deixar que a leitura fiquei pesada para o leitor.
Para os leitores espanhóis, que já estão mais familiarizados com a religião islamica por conta da imigração constante, creio que essa leitura é uma forma de desmontar aquele estereótipo ruim que grupos extremistas acabaram deixando, pois nos mostra um lado diferente dessa comunidade. Para leitores brasileiros, onde a religião ainda é uma grande desconhecida, a leitura de histórias assim é a chance de conhecer um pouco sobre a religião enquanto desfrutamos de uma história divertida e personagens carismáticos.
Uma novela singular, diferente, que me conquistou com sua história bem elaborada.


Imagen relacionada

Gema García-Teresa nasceu em Barcelona, cidade em que reside atualmente. Depois de se formar em Medicina e se especializar em Farmacología Clínica, foi trabalhar na indústria farmacêutica, onde segue até hoje. 
Muerte en el Burj Khalifa é sua primeira novela, uma intriga divertida, um thriller com elementos de chick-lit que reflete sua paixão pela medicina e também a sua fascinação pelos Emiratos Árabes, um país em uma busca constante do equilibrio entre seu espetacular desenvolvimento e sua cultura milenar.








Beijokas!!!

Nos Lemos...


Alice

15 comentarios:

  1. Oie
    Adorei a dica e curto este genero. Achei interessante, pois é sobre uma cultura diferente.

    Beijinhos
    https://diariodeincentivoaleitura.blogspot.com.br

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  2. UAUUU um chick-lit islâmico, eu nem li e já estou surpreendida, meu Deus preciso conferir isso!!

    Bjs, Mi

    O que tem na nossa estante

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  3. Gostei da resenha Alice e principalmente da ambientação da história. É muito bacana conhecermos outras culturas e religiões por meio da literatura. Beijo!

    www.newsnessa.com

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  4. Oi, Alice

    Achei super inovadora essa mistura de chick-lit com investigação e ainda essa pegada meio educacional do livro. Como você falou, muitas vezes as pessoas enxergam pessoas dessa descendência e religião de uma maneira torta devido ao extremismo, então tudo que venha desconstruir estereótipos é super bem-vindo!
    Achei a capa super fofa também, espero que a continuação venha ainda melhor que este.

    Beijos
    - Tami
    http://www.meuepilogo.com

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  5. Oi, Alice!
    Nossa, esse livro é completamente diferente dos chick-lits que já vi por aí, começando na mocinha muçulmana. Super anotei a dica.
    Beijos
    Balaio de Babados
    Participe da Folia Literária 2018: cinco kits, cinco sortudos.

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  6. Oi, Alice. Gosto muito de ler sobre culturas diferentes, até porque já conheci um pouco mais sobre a cultura islâmica em um livro que li, mas seria legal ver uma perspectiva diferente, não tão pesada sobre a religião. Seria muito divertido conhecer essa obra, amei a capa!
    Beijos
    http://www.suddenlythings.com

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  7. Olá, Alice.
    Bati o olho na capa e já pensei nos livros da Sophie hehe. Eu já leria só pela ambientação que é uma que pouco vejo nos livros publicados por aqui. Adoro ler livros de culturas diferentes da minha. E fora isso o enredo me pareceu ser muito bom. Se for publicado aqui lerei ele com certeza.

    Prefácio

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  8. oii Alice, amo histórias leves, ainda mais se for chick lit, fiquei bem interessada nesse livro.
    -Beijos,Carol!
    http://entrehistoriasblog.blogspot.com.br/

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  9. Oi Alice! Eu não imaginava um livro desse gênero com essa origem, fiquei curiosa para conferir. Bjos!! Cida
    Moonlight Books

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  10. Oi, Alice!
    A capa não me chamou a atenção, mas a sua resenha sim.
    Adorei o fato de ser numa cultura diferente do que estamos acostumados a ver e ser respeitoso, divertido e ousado.
    Fiquei curiosa sobre a história e de cara já gostei da Hessa!

    Beijoooos

    www.casosacasoselivros.com

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  11. Oi, Alice!
    Achei muito legal essa dica. É difícil encontrar livros com culturas diferentes e que sejam bem leves. A premissa dele me conquistou e já anotei a dica! Espero poder ler em breve.
    Beijinhos,

    Galáxia dos Desejos

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  12. Nunca li um chick-lit ambientado nesse tema e fiquei muito curioso, é um dos meus géneros preferidos =)

    MRS. MARGOT

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  13. Oi Alice,
    Que interessante, adorei saber essa ideia de chick-lit com uma cultura diferente.
    Fiquei empolgada!
    Beijos
    https://estante-da-ale.blogspot.com.br/

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  14. É legal lermos um livro e encontrarmos conhecimento sobre outros lugares ou religiões.. e se tem uma leitura leve e divertida, fica ainda mais gostosinho de ler..

    www.vivendosentimentos.com.br

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  15. Oi Alice!
    Que legal esse livro, muito diferente de qualquer chick-lit que já tenha visto por aí. Vou anotar a dica, estou estudando espanhol agora e quero ler livros divertidos assim.

    Beijos,
    Sora | Meu Jardim de Livros

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