(Review 264) - Cidade dos Anjos Caídos (Instrumentos Mortais #4)

em 13 de febrero de 2019

Título original: City of fallen angels
Autor: Cassandra Clare
Editora: Galera Record (Brasil) / Simon & Schuster (USA) / Destino (Espanha)
Páginas: 364
Ano de Publicação: 2011 (EUA) / 2012 (Brasil)
Gênero: Fantasia Juvenil
Saga: Instrumentos Mortais (The Mortal Instruments)
1. Cidade dos Ossos (City of Bones) 
2. Cidade das Cinzas (City of Ashes) 
3. A Cidade de Vidro (City of Glass) 
4. Cidade dos Anjos caídos (City of fallen angels) 
5. Cidade das almas perdidas (City of Lost Souls)
6. Cidade do fogo celestial (City of Heavenly Fire)
Valoração: 
Goodreads / Amazon / Skoob 

A guerra acabou e Caçadores de Sombras e integrantes do submundo parecem estar em paz. Clary está de volta à Nova York, treinando para usar seus poderes. Tudo parece bem, mas alguém está assassinando  Caçadores e reacendendo as tensões entre os dois grupos, o que pode gerar uma segunda guerra sangrenta. Quando Jace começa a se afastar sem nenhuma explicação, Clary começa a desvendar um mistério que se tornará seu pior pesadelo.


Minha opinião:

Nesse 2019 criei um projeto de leitura pra mim mesma: eu decidi me atualizar com a Cassandra e ler todos os livros da autora dentro desse universo dos Caçadores de Sombras. Eu havia começado a série dos Instrumentos Mortais mas, desanimei após o terceiro livro mesmo tendo adorado o final.

Cidade dos anjos caídos, o quarto volume da série, veio pra mostrar que Cassandra sabe causar uma boa reviravolta e manter o nível mesmo após quatro livros do mesmo universo, não é à toa que ela é tão elogiada sempre.

Matei uma saudade enorme da escrita de Madame Clare. E amei as evoluções de cada personagem à exceção do casal principal.

Simon conseguiu por fim superar seu amor platônico por Clary e partiu pra outra, ou melhor, pra outras. Durante boa parte do livro acompanhamos Simon lidando com sua nova vida de vampiro e os dramas que isso traz, e também como ele tem que literalmente se virar em 1000 pra sair com Izzy e Maia ao mesmo tempo!
Eu achei Simon bem mais leve nesta quarta parte. O personagem adquire maior protagonismo, e também está mais maduro após ter desencanado total de Clary. Claro que ainda rola entre eles uma mega amizade, mas o bacana foi ver Simon desabrochando e se revelando alguém forte, capaz e independente.

Izzy sempre foi minha favorita. Diva absoluta, ela não aparece tanto como Simon, mas as cenas onde está, domina, pois tem um carisma que prende e diverte o leitor apesar de seu jeitão durão.

Meu problema aqui foi mesmo com o casal protagonista. E também com a mãe de Clary, Jocelyn
Eu sinceramente esperava Jocelyn mais forte e mais aberta após tudo o que sofreu nas mãos do ex, e aqui ela retorna uma chata de galocha. Não conseguia entender como aquele personagem esquisito poderia ter sido a caçadora valentona que foi retratada nos primeiros volumes. Ela parece alheia à tudo, sem sal demais. Até mesmo Luke que eu gostei até o infinito nos outros volumes, retorna nesta continuação bem mais apagado. 

Jace foi o pior personagem. Eu até curtia ele nos três primeiros livros, o jeitão bad boy do guri não me incomodava de jeito nenhum, mas nesta sequência ele exagera no jeito perturbado de ser e parece estar sempre "deprê". Se tornou um personagem chato e seu par, Clary, acaba se tornando sem graça ao lado justamente por isso.

Não vou falar nenhum detalhe sobre a trama em si. A sinopse já diz bastante e mais do que isso seria soltar spoiler e privar o leitor de vivenciar a experiência de ler essa saga maravilhosa à cegas, descobrindo tudo de sopetão mesmo. 

Eu adoro a ambientação criada por Cassandra Clare. Esse é o charme da série porque se baseia em nosso mundo real, com elementos fantásticos, só que tudo é narrado em riqueza de detalhes, oque permite ao leitor visualizar e entender tudo com facilidade. Os cenários são sombrios quase sempre, e até mesmo as pessoas mais inocentes se tornam alvos ou possíveis vilões meio que do nada, e eu adoro esse fator surpresa que sempre há nas histórias de Cassandra. Tudo é tão bem construído e a narrativa prende, pois a autora usa um linguajar simples, direto e até mesmo irônico em alguns momentos, nunca permitindo que a história caia na chatice. Sempre ocorre algo, são diversos conflitos paralelos atrelados à um conflito principal e isso acaba por dar destaque à muitos personagens, tornando a história mais ampla.

Concluindo...
Cidade dos anjos caídos é um quarto livro que me fez voltar a amar o universo dos Caçadores de Sombras. Com personagens que, em sua maioria, retornam melhorados, o livro nos traz um novo conflito que consegue manter-se intrigante e deixar um gancho aberto importante para a sequência, sendo prova veraz de que Cassandra Clare sempre tem um às na manga quando se trata de impressionar seus leitores.


Queria conseguir dizer as coisas do jeito que você diz - comentou Clary - Tudo o que fala, as palavras que escolhe, são perfeitas. Sempre encontra a citação certa, ou a coisa certa para dizer e me fazer acreditar que você me ama.  

Cassandra Clare nasceu em uma família americana no Teerã, Irã, e passou parte de sua infância viajando pelo mundo com sua família. Pelo fato de que sua família viajava muito, ela encontrou familiaridade no livros, e estava sempre com um debaixo do braço.
Após a faculdade, Cassandra viveu em Los Angeles e Nova York, onde trabalhou em várias revistas de entretenimento e tablóides. Ela começou a trabalhar em seu romance YA, Cidade dos Ossos, em 2004, inspirada na paisagem urbana de Manhattan. Passou a dedicar-se em tempo integral à escrever fantasia. 
Cassandra atualmente reside em uma antiga casa vitoriana em Nova York com sue noivo, seus gatos e lotes e lotes de livros. A série Mortal Instruments é semrpe citada em várias listas de best-sellers. 


Twitter: Cassandra Clare



Nos lemos, 

Alice

1 comentario:

  1. Olá, Alice.
    Esse foi o ultimo livro da série que eu li. Nunca mais nem lembrei que tenho eles aqui na estante hehe. Eu amo o Jace, mas concordo um pouquinho com você hehe. Achei desnecessário a autora ter escrito mais três livros quando está claro que a história poderia ter muito bem parado nos três primeiros.

    Prefácio

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