(Review 275) - Em outra vida, talvez?

em 18 de abril de 2019

Título original: Maybe in another life
Autor: Taylor Jenkins Reid
Editora: Editora Record (Brasil) / Washington Square Press (USA) 
Páginas: 320
Ano de Publicação: 2015 (EUA) / 2018 (Brasil)
Gênero: Chick Lit
Valoração: 

Em histórias paralelas, Hannah vive as consequências de duas decisões. E, no desenrolar dessas realidades, sua vida segue rumos completamente diferentes. Hannah Martin está perdida. Aos 29 anos, já morou em várias cidades e trabalhou em incontáveis lugares - mas nada disso a ajudou a decidir que rumo dar à vida. Depois de sofrer uma decepção amorosa, ela resolve voltar para Los Angeles, sua cidade natal, pois acha que com o apoio de Gabby, sua melhor amiga, finalmente, vai conseguir colocar a vida nos trilhos. Para comemorar a mudança, nada melhor do que reunir velhos amigos num bar. E é lá que Hannah reeencontra Ethan, seu ex-namorado da adolescência. No fim da noite, tanto ele quanto Gabby lhe oferecem carona. Que dúvida! Será que é melhor ir embora com a amiga? Ou ficar até mais tarde com Ethan e aproveitar o restante da noite? Em realidades alternativas, acompanhamos os dois cenários, com desdobramentos bem diferentes na vida de Hannah e de todos que fazem parte dela. Será que tudo o que vivenciamos está predestinado a acontecer? O quanto disso é apenas sorte? E, o mais importante, será que almas gêmeas realmente existem? Hannah acredita que sim. E, nos dois mundos, ela acha que encontrou a sua.


Minha opinião:

Em outra vida, talvez? é um chick lit fofo, que transborda ternura por todos os lados, literalmente. É aquele tipo de história que apresenta uma premissa que todos nós em algum momento já imaginamos, o que aconteceria se nossas decisões fossem diferentes, será que ao final nosso destino seguiria sendo o mesmo? Será que estamos predestinados a viver certas coisas, independente do caminho escolhido?

Hannah Martin é a narradora da nossa história. Através do ponto de vista dela conheceremos dois possíveis destinos para Hannah a partir de uma decisão: durante um reencontro em um bar, Hannah deve decidir se pega carona com a melhor amiga Gabby ou se fica um pouquinho mais e volta com Ethan, seu antigo namorado da adolescência. Em duas histórias paralelas, conheceremos o destino de Hannah se houver optado por uma ou outra alternativa, e ao final o leitor saberá se Hannah e Ethan estavam predestinados a ficar juntos independentemente do panorama ou se o futuro de Hannah depende de suas decisões inteiramente.

Eu adoro esse tipo de proposta em um livro. Primeiro porque a escrita de Taylor Jenkins Reid é uma delicia. Bem leve e descontraída, a autora consegue criar bons personagens e ainda presenteia o leitor com a história de uma bonita amizade, que supera dificuldades e eu amei encontrar uma história não apenas focada no romance, mas na amizade e numa mensagem grande e forte de superação pessoal já que Hannah, em ambos os destinos prováveis, passará por dificuldades extremas, terá que tomar decisões difíceis e principalmente aprender consigo mesma, deixar partir e saber esperar. 
O gostoso é que Em outra vida, talvez? é mais que tudo uma história de esperança. 
Hannah se dá mal várias vezes, supera percalços mas nunca perde a esperança, a certeza de que as coisas podem mudar. Esse clima otimista prevalece durante toda a  leitura e eu gostei em ver como a autora optou por contar-nos uma história leve, dispensando focar demais no drama e optando por contar uma trama onde apesar dos desvios, os personagens seguem adiante, acreditando. 

Eu tive todo tipo de sensações com Hannah. Primeiro eu detestei suas atitudes, achei ela inconsequente e extremamente egoísta. Ela admite que gosta de se fazer de desintendida, que sabe que certas coisas são graves mas prefere fingir que não são, pra poder continuar fazendo as coisas que faz. Eu odeio esse tipo de gente, que não se importa com os outros e só pensa nos próprios sentimentos e acha que isso, a "defesa" de seus próprios sentimentos, são justificativa para as atitudes egoístas que tomam na vida. Porém, com o passar dos capítulos Hannah vai passando por um milhão de dificuldades, em ambos destinos, e  através disso ela aprende, e muda, e admite seus erros com mais humildade e transparência, e então, à partir desse ponto a personagem deixou de ser intragável pra mim e aos poucos foi ganhando minha afeição.
O mais bacana em Hannah é que ela se arrisca quando necessário, é valente e não tem medo de chutar tudo pro alto e recomeçar. Isso a torna inconsequente, mas também a torna humana, é uma personagem que comete tantos erros quanto acertos.
A melhor amiga de Hannah, Gabby, é outro personagem que consegue brilhar na trama. Gabby no começo pintava apenas como a boa e leal melhor amiga, mas com o passar das páginas a personagem nos vai apresentando sua vida e, ao final, os desdobramentos em sua vida também emocionam e afetam ao leitor imerso na trama, e eu torci muito para Gabby durante todo o livro, porque é daqueles personagens que a gente admira, se envolve e quer guardar numa caixinha. Gabby é fabulosa, consegue, inclusive, ser bem mais carismática que Hannah.

Obviamente temos muito romance. Se trata de um chick lit, então, em ambos os destinos de Hannah teremos situações bem doces, cômicas e trágicas, situações que bem dariam para um filme ao melhor estilo "Sessão da Tarde". Aliás, a narrativa de Taylor Jenkins me lembrou muito a Sophie Kinsella! Portanto, se você gostou da Kinsella, certamente irá desfrutar muito desse livro também.

A ambientação é quase inexistente, mas não fez a menor falta. Sabemos que a trama está ambientada em Los Angeles, mas a autora optou por não dar detalhes e nem citar alguns dos pontos da famosa cidade. O único lugar citado é o Presbyterian Hospital. Eu preferi assim, que não se detalhasse a ambientação, pois o foco ficou todo nos personagens e na trama e isso me envolveu mais na história.

Durante toda a trama, houve um destino de Hannah que eu gostei mais que o outro e torci mais nele. Porém, o desfecho que a autora trouxe tanto pra um quanto pra outro foi tão tocante e enriquecedor, tão satisfatório, que ao final, repensando na trama toda, posso dizer que gostei igualmente de acompanhar ambas as histórias.

Concluindo...

Fazia um tempo que eu não lia chick lits e acho que escolhi Em outra vida, talvez? no momento certo pois terminei a história me sentindo mais leve e extremamente satisfeita. Certamente pretendo ler outros livros da autora, adorei a narrativa dela e a maneira como constrói seus personagens. A proposta do livro foi bem desenvolvida na trama e, o final, na minha opinião foi extremamente coerente já que reflete bem o estilo da narrativa que se apresentou desde o início.

"É muito fácil racionalizar o que você está fazendo quando não conhece os rostos e os nomes das pessoas que talvez esteja magoando. É muito mais fácil escolher você mesma em vez de outra pessoa quando a coisa é abstrata".


"Por algum motivo tenho a sensação de que vou me sentir melhor se achar que as coisas acontecem porque têm que acontecer. Isso me absolve até certo ponto, não é? Se as coisas têm de acontecer de determinada forma, isso significa que eu não tenho de me preocupar tanto com as consequências e com os meus erros. Posso tirar a mão do volante. Acreditar no destino é um pouco como viver no piloto automático". 

Taylor Jenkins Reid é autora de One True Lovers, After I Do, Forever, Interrupted e Os Sete Maridos de Evelyn Hugo. Seus romances foram indicados como melhores livros de verão pela People, pela Cosmopolitan, pela Glamour, pelo Buzzfeed, pelo Goodreads e outros veículos. Ela mora em Los Angeles com o marido, a filha e o cachorro.

Web Page Oficial: https://taylorjenkinsreid.com/







Até a próxima, 



Ivy

14 comentarios:

  1. Oie,
    Eu sou apaixonada por chick lit. Esse livro está na minha lista dos livros que quero ler.
    Adorei sua resenha! Espero ler em breve, fiquei mais curiosa ainda.
    Beeijo!!

    Grazy Carneiro
    Meus Antídotos

    ResponderEliminar
  2. Eu nuuunca li um chick lit. Mas, super sou aberta a experimentar. Vou até procurar umas dicas por onde começar.
    Adorei sua resenha e seu ponto de vista. Porque você já é conhecedora do estilo. Grande abraço.

    www.coisasdemineira.com

    ResponderEliminar
  3. Oi, Ivy!
    Menina, eu já vi opiniões divergentes sobre esse livro, mas ainda tenho curiosidade para ler. Fora que essa capa é muito fofa <3
    Beijos
    Balaio de Babados

    ResponderEliminar
  4. De vez em quando, gosto muito de ler chick lit, ajuda-me a recuperar de leituras mais pesadas :). Vou ler esse livro, até porque a capa é muito fofa <3.
    Beijinhos
    Blog: Life of Cherry

    ResponderEliminar
  5. Oi, Ivy
    Eu acho legal esse tipo de proposta, principalmente porque podemos ler dois tipos de finais diferentes. Mas esse tipo de personagem é o pior, me tiram do sério. Ainda assim eu quero ler!
    Beijo

    http://www.capitulotreze.com.br

    ResponderEliminar
  6. Oi Ivy! Sempre vejo esse livro sendo elogiado e tenho muita vontade de ler, na verdade estou com outro da autora aqui para ler antes e espero gostar de ambos.
    Bjos!! Cida
    Moonlight Books

    ResponderEliminar
  7. Oi Ivy,

    Todas as resenhas que vi desse livro até agora foram só elogios. Confesso que estou curiosa para ler, pois sinto que vou gostar assim como você.
    A capa é muito lindinha também.
    Bjs e um bom fim de semana!
    Diário dos Livros
    Conheça o Instagram

    ResponderEliminar
  8. Oi, tudo bem? Faz tempo que não leio nada do gênero, mas sinto saudade até. Amo os livros da Kinsella e, se esse se assemelha com os dela, já fico com vontade. Não é a minha prioridade por agora, mas quem sabe mais pra frente. Gostei das suas percepções e acho que teria as mesmas. Obrigada pela dica :)

    Love, Nina.
    www.ninaeuma.blogspot.com

    ResponderEliminar
  9. Oi Ivy,
    Que legal encontrar essa resenha por aqui, pois estou lendo um livro da autora e amei saber mais sobre a escrita dela, e tenho que concordar. Só li o iniciozinho e me prendeu de cara.
    Fiquei curiosa com a conclusão dessa história, se os dois caminhos se ligam ou não. E se tem uma escolha. Adoro chick-lit mas ando lendo bem pouco deles.

    até mais,
    Canto Cultzíneo

    ResponderEliminar
  10. Oi Ivy!
    Parece uma fofura o livro. Nunca tinha ouvido falar, mas amei a resenha e fiquei curioso. Já vou salvar a dica para o momentos dos romances fofos <3

    David
    Abraços
    https://territoriogeeknerd.blogspot.com/

    ResponderEliminar
  11. Oi, tudo bem?

    Parece ser um livro bem gostosinho! Adoro Chick-lit e as mensagens que eles geralmente trazem consigo. Ótima resenha!

    ResponderEliminar
  12. Olá,
    Leio chick-lits de vez em quando também. Para mim o mais interessante do livro pela sua resenha é essa coisa dela ser tão real e corajosa, gosto de personagens assim.

    Debyh
    Eu Insisto

    ResponderEliminar
  13. Olá!
    lendo a sua resenha, me bateu uma saudade de ler um bom chick-lit, tem tempo que não leio um e fiquei bem animada com a história desse livro, deve ser bem divertido e gostoso de ler. Dica anotada e espero poder ler em breve e me deliciar com o romance!

    beijos!

    ResponderEliminar
  14. Eu amo chick-lit e é um gênero que eu adoraria ler mais, leio pouco e sempre me apaixono pelas leituras. Adorei a sua resenha, parece mesmo ser um livro muito fofo e espero poder ler em breve. O fato de a ambientação ser pouca me a anima porque não curto quando há muitos detalhes na narrativa e tem autores que usam quase páginas inteiras para descrever lugares e tal.

    ResponderEliminar