(Review 296) - Mentes Sombrias (The Darkest Minds #1)

em 2 de julio de 2019


Título original: The Darkest Minds
Autor: Alexandra Braken
Editora: Intrínseca (Brasil) / Disney Hyperyon (USA) / RBA (Espanha) 
Páginas: 384
Ano de Publicação: 2012 (EUA) / 2018 (Brasil)
Gênero: Distopia Juvenil
Saga: The Darkest Minds 
1. Mentes Sombrias (The Darkest Minds) 
2. Never Fade
3. In the Afterlight
4. The Darkest Legacy
Valoração: 
A distopia que inspirou o novo filme dos produtores de Stranger Things. 
Do dia para a noite, crianças começam a morrer de um misterioso mal súbito. Em pouco tempo, a doença se espalha e os que sobrevivem a ela desenvolvem habilidades psíquicas assustadoras.
Uma delas é Ruby. Na manhã do seu décimo aniversário, um acontecimento aterrador faz com que seus pais a tranquem na garagem e chamem a polícia. A menina é então levada para Thurmond, um acampamento que segue as diretrizes brutais do governo vigente. 
Seis anos depois, ela se torna uma das jovens mais perigosas de Thurmond, embora tenha que esconder isso a todo custo para a própria segurança. Quando a verdade vem à tona, Ruby desperta o interesse de muitas pessoas e precisa escapar às pressas. Fora dali, ela se alia a fugitivos de outros acampamentos e conhece Liam, que lidera uma fuga em direção ao único refúgio para adolescentes como eles. Por mais que queria fazer amigos e ter uma vida normal, Ruby sabe que isso não vai ser possível, porque nenhum lugar é seguro, e ela não pode confiar em ninguém - nem em si mesma. 

 Minha opinião:
Mentes Sombrias me chamava a atenção há muitos anos, quando tive a oportunidade de ler as primeiras resenhas sobre essa história. Em todos esses anos, li resenhas cada vez mais empolgantes sobre essa saga e também outras obras da autora, como a sua mais recente Passenger, e apesar de Passenger não figurar entre meus favoritos, quis tentar com esta distopia.

Ruby é uma adolescente de dezesseis anos, que passou quase toda a sua adolescência em um campo de reabilitação do governo, o nome dado para referir-se às prisões feitas para jovens que não sucumbiram à um devastador vírus que dizimou milhares. O problema é que, os que não morreram vítimas desse vírus, desenvolveram habilidades bastante incomuns e perigosas, como por exemplo memória fotográfica, o dom de mover objetos com o poder da mente, o controle total da eletricidade com apenas um toque das mãos, e há outras habilidades ainda mais poderosas como por exemplo a faculdade de entrar em outras mentes e poder ler memórias e pensamentos, descobrir os segredos mais ocultos e apagar lembranças inteiras, manipular emoções, etc. Para poder conter cada um desses grupos ameaçadores, as FEP, unidades especiais do governo, foram criadas com o objetivo de lidar com estes jovens, caçando-os em cada canto do país. E os dividiram em grupos, de acordo com seu nível de periculosidade: os verdes são os que possuem habilidades consideradas mais inofensivas, o nível aumenta nas cores azul e amarelo, e por fim, os grupos mais perigosos: laranjas e vermelhos. 

Desde o princípio, Ruby conseguiu passar despercebida, ocultando o seu verdadeiro poder, que mais bem considera como se fosse uma verdadeira maldição. Como muitos outros jovens, Ruby foi abandonada por sua família e depois de anos vivendo em um ambiente hostil e opressivo, Ruby já aprendeu a não confiar em ninguém, tampoco esperar alguma coisa boa em um futuro que parece ser cada vez mais sombrio.
A vida de Ruby sofre uma reviravolta quando a garota acaba chamando a atenção de uma poderosa organização que tenta resgatar os jovens mais poderosos de Thurmond, nome dado à apavorante prisão responsável por ceifar toda a esperança e sonhos de Ruby. Logo, Ruby se dá conta de que mesmo aqueles que diziam estar ali para ajudar, também possuem interesses bastante sombrios e confiar neles pode ser tão perigoso e tão mortal quanto seguir em Thurmond. Assim, Ruby consegue mais uma vez escapar e seus caminhos se cruzam com os de Liam, Zu e Chubs.

Mentes Sombrias nos lança na desesperada luta destes quatro jovens, sua busca por algo de esperança em um mundo abalado pelo terror, pelo caos e pelo medo. Quatro adolescentes, fugindo do mundo, enfrentam todo o tipo de calamidades, e o leitor, colocado como principal testemunha desta luta, se envolve em cheio nessa história que tem a própria sobrevivência como seu principal personagem.

A narrativa está em terceira pessoa e posso dizer que a escrita de Alexandra Bracken, em minha opinião, pareceu impecável, os personagens estão muito bem construídos e a ambientação sombria se transforma em um ponto forte, bastante especial e convincente.
O romance também consegue convencer o leitor, já que é bastante pausado, nada de amor instantâneo, aqui somos expectadores de como os sentimentos e a confiança entre eles vai aumentando à cada dia.
Apesar de ter romance, esse é bastante secundário nesta primeira parte, ainda assim os momentos focados no casal são bastante emotivos e conseguem cativar o leitor, deixando-nos envolvidos no relacionamento que ocorre.

O final é de quebrar corações ao meio. Meu coraçãozinho ficou em pedaços com esse final, que me surpreendeu e me fez chorar. De maneira que, recomendo que leiam essa série já com a sua continuação em mãos, pois o final é tão chocante que a vontade é de ler imediatamente a sua segunda parte para saber o que irá acontecer.

Concluindo...
Mentes Sombrias é uma primeira parte de distopia que conseguiu me envolver em um universo bastante devastador e escuro. Os personagens possuem personalidades bem distintas entre si, de maneira que, é bastante fácil conectar com pelo menos um ou mais personagens, e as constantes surpresas e reviravoltas garantem momentos de pura angústia para o leitor. Em um primeiro momento, toda a ambientação e a trama podem parecer um pouco confusas e até mesmo se desenvolver com certa lentidão, porém, asseguro que tudo vai se encaixando no momento certo, já que estes primeiros capítulos de ritmo mais pausado são essenciais para que o leitor possa compreender todo o universo apresentando, assim como a personalidade de sua protagonista.


"Sabia que, às vezes, quando estou com você, fico tão feliz que me esqueço até de respirar? Eu fico te olhando, e meu coração vai ficando apertado... e o único pensamento que consigo ter é a vontade de me aproximar mais de você e te beijar".
Alexandra Bracken (nascida em 27 de Fevereiro de 1987) é uma reconhecida autora norte-americana. Alexandra foi criada em Scottsdale, Arizona, e atualmente vive em Nova York, onde trabalha na industria editorial. Se formou na Chaparral High School em 2005 e frequentou a Universidad de William and Mary en Williamsburg, Virginia, onde se graduou com uma licenciatura em Historia e em Ingles em Maio de 2009. Bracken escreveu sua primeira novela - inédita - durante seu primeiro ano de universidade e começou "Brightly Woven" como um presente de aniversário para seu amigo durante seu segundo ano, quando ela tinha dezenove anos.


Twitter: Alexandra Bracken




Nos lemos, 

Alice

12 comentarios:

  1. Oi, Alice

    Sabia que conhecia o nome dessa autora de algum lugar! É de Passenger! Que aliás está até hoje nos meus desejados só por causa da capa. Rs
    Eu gostei disso que você falou, do lance da sobrevivência ser um personagem. Só me deixou mais animada para fazer essa leitura, pois imaginei um cenário bem desolador mesmo.
    E o fato do romance não se sobrepor ao plot inical me agrada muito, nada pior que uma história com tanto potencial perdendo espaço para romance.

    Beijos
    - Tami
    https://www.meuepilogo.com

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  2. Olá, tudo bem? Não costumo ler distopias, mas tenho bastante curiosidade de ler algumas. Não conhecia esse livro ainda, mas depois de ler tua resenha fiquei super instigada a ler a obra. Adorei a dica!

    Beijos,
    Duas Livreiras

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  3. Oi Alice, td bem?
    Adoro essa questão da sobrevivência, me lembro logo de The 100 que é uma série que trabalha essa temática lindamente!
    Eu assisti a adaptação que fizeram do livro, mas não me envolveu tanto... Porém a história é interessante, quem sabe um dia eu consiga ler?
    Bjs
    A Colecionadora de Histórias - Blog -> Tá rolando SORTEIO DE LIVROS com 5 ganhadores!

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  4. Olá, Alice.
    Eu só tomei conhecimento dessa história quando vi o filme. E fiquei bastante interessada. Mas dai comecei a ler um monte de resenhas negativas tanto do filme como do livro que foi relançado e acabei desanimando. Mas me animei novamente agora com sua resenha.

    Prefácio

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  5. Oi, Alice!
    Menina, não conhecia o livro nem o filme. Não costumo ler distopias, mas tem algo nessa que me interessou. Uma das melhores sensações é terminar o livro morrendo de vontade de ler a continuação, né?! Ganchos bem escritos me ganham!

    Beijos, Entre Aspas

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  6. Tudo bem? Li o livro é assisti ao filme com minha filha. Gostei bastante. Curto esse tipo de enredo, apesar de não ser tão original e já ter lido coisas parecidas, acho que o plus está na forma de escrita do autor. E esse me agradou bastante.

    Beijos.

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  7. Olá, Alice!

    Distopias são sempre muito intensas, eu adoro, apesar de ter dado uma pausa nesse gênero. Este livro me fez lembrar dos livros que lia quando comecei com o hábito de ler, eu adorava histórias impactantes e de muitas surpresas. Nunca tinha ouvido falar dessa obra, mas parece ser muito interessante, adorei a indicação!

    Beijos
    Cantinho da Escrita

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  8. Caramba, que premissa mais interessante é essa? Eu não conhecia o livro ainda e já quero ler. Eu tinha o costume de falar que não gosto de distopias, mas aí li tantas tão boas que entendi que não é que eu não gostasse do gênero, é que eu tinha tido experiências ruins e que me fizeram acreditar que eu não gostava de distopias kkkkk

    Eu fiquei muito interessada na leitura, a maneira como você falou sobre o livro me deixou aqui com vontade de correr para comprar

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  9. Oi, Alice
    O nome não me é estranho mas eu não gosto de distopias, se não for algo que me chame muita atenção, eu não consigo ler, mas tomara que a continuação seja tão boa quanto ou melhor.
    Beijo

    http://www.capitulotreze.com.br/

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  10. Olá, Alice.
    Esse livro me pareceu bastante assustador porque distopias me fazem pensar no quanto não estamos próximos da realidade do livro. Como o final é algo de quebrar o coração, fiquei muito curiosa para saber o que acontece, então com certeza fiquei interassada nesta leitura.

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  11. Oi Alice!
    Eu queria muito ler a obra, apesar de não ter curtido tanto o filme, mas confesso que fiquei com um pé atrás por ser pela Intrínseca o lançamento. Eles geralmente abandonam série e por esse motivo só me arrisco a começar caso lance os outros volumes. Até la, fico só na vontade de conhecer mais.

    Abraços
    David
    http://territoriogeeknerd.blogspot.com/

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  12. Olá!
    Eu já tinha ouvido falar desse livro, porque primeiro ouvi falar do filme baseado nele. Porém, não tive a chance nem de ver e nem de ler (porque queria ler antes de ver mesmo). Não tinha lido nenhuma resenha sobre ele ainda, mas depois de ler essa, fiquei morrendo de curiosidade, algo me diz que eu ia viciar nessa distopia. haha

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