(Review 297) - Frostblood (Frostblood #1)

em 5 de julio de 2019

Título original: Frostblood
Autor: Elly Blake
Editora: Brown Little (USA) / Roca Editorial (Espanha)
Páginas: 352
Ano de Publicação: 2017 (EUA)
Gênero: Fantasia Juvenil
Saga: Frostblood
1. Frostblood 
2. Fireblood
3. Nightblood
Valoração: 
Goodreads / Amazon / Skoob / Saraiva


Ruby, uma jovem de dezessete anos, é uma Fireblood que teve que esconder seus poderes de calor e chamas da cruel classe governante, conhecida como Frostblood, que detém o poder do frio e do gelo. Quando sua mãe é assassinada tentando protegê-la, os rebeldes lhe pedem ajuda para tentar deter o rei cruel que se encontra sedento por mais derramamento de sangue. Ruby então aceita sair da clandestinidade em que sempre viveu, para poder se vingar da morte da mãe. Apesar de suas habilidades natas, Ruby deverá treinar com os rebeldes, liderados por Arcos, um jovem tão irritante quanto irresistível, que parece apenas enxergá-la como uma arma importante para a batalha. Mas antes que os rebeldes possam entrar em ação, Ruby é capturada, e forçada a participar de Jogos organizados pelo Rei, onde se enfrentam os prisioneiros Fireblood contra prisioneiros Frostblood. Agora, Ruby terá a oportunidade de derrotar o rei cruel que lhe arrebatou tudo, e também o jovem gelado por quem se apaixonou. Frostblood é a primeira parte de uma viciante e alucinante trilogia sobre um mundo onde as chamas e o gelo são inimigos mortais, mas juntos possuem a força para mudar tudo.

Minha opinião:
Impossível ler Frosblood e não se lembrar de outras sagas consagradas como A Rainha Vermelha e Trono de Vidro. O livro é uma mescla entre ambos, com uma fórmula bem certeira para agradar em cheio aos fãs de fantasia.

Ruby é uma garota de dezesseis anos que vive em um mundo de guerras. O rei de gelo, Rasmos, é um tirano perverso, que já mandou assassinar milhares de pessoas, isso sem contar as inúmeras vilas saqueadas por seus soldados. A grande obsessão do rei de gelo é dar fim aos sangue de fogo, pessoas que possuem um poder oposto ao da grande maioria da sociedade. Enquanto os dominantes, do gelo, possuem a pele fria e conseguem invocar os poderes do gelo, criando obstáculos, barreiras e congelando os próprios inimigos, os sangue de fogo conseguem queimar até às cinzas qualquer ameaça, tão somente invocando a chama interna dentro de si. Fogo e gelo são inimigos, sempre combateram um ao outro, mas os do gelo adquiriram muita vantagem e agora os sangue de fogo estão basicamente extintos. 
Ruby possuí um segredo: ela é uma sangue de fogo, e às escondidas pratica seu poder, apesar dos inúmeros apelos da mãe.
Quando Ruby é traída e vê seu vilarejo inteiro ser atacado e sua mãe ser assassinada, a jovem só consegue pensar e desejar vingança contra o capitão da tropa que assassinou sua mãe e contra Rasmos, o rei malvado que é responsável por tanta destruição. A oportunidade aparece quando ela conhece um grupo de monges do gelo, que estão dispostos à trair seu rei para ver cumprir uma antiga profecia e, juntamente com eles, um nobre cavalheiro, que vai ensiná-la a controlar seu poder, treinando-a para se tornar uma assassina voraz e assim vingar-se como deseja. 

Por mais que a premissa seja muito parecida com outros livros (especialmente Rainha Vermelha), não posso resistir. É o tipo de fórmula que me prende até o final e jamais me decepciona. Comecei Frostblood por acaso, nem estava na lista deste mês porém me apetecia ler esse livro o quanto antes. Aos poucos a história foi me prendendo e em poucas páginas já estava completamente imersa, curiosa em saber que aconteceria à continuação e praticamente devorando as páginas do livro em busca de respostas junto à Ruby. Embora o final não seja inteiramente do meu agrado (achei que houveram fatos muito previsíveis), no geral foi uma leitura muito boa, com personagens marcantes e reviravoltas fascinantes. 

Senti falta de maiores detalhes na ambientação. Não dá pra saber muito sobre o reino do gelo, nem sobre a sociedade onde Ruby vive. Apenas sabemos que os sangue de fogo são muito odiados e que existe uma grande rivalidade. Não se fala nada sobre as cidades, os conflitos. Pelo que vi na sinopse do próximo livro, esses detalhes provavelmente serão tratados na segunda parte, porém, achei que a autora poderia ter dado um pouco mais de informações desde o começo da série, com este livro. 

Os personagens me agradaram em cheio, em especial os monges que treinam Ruby: Galmut e Thistle, e também a própria protagonista que desde o princípio se recusa a atuar como uma mocinha frágil ou uma vítima, e essa força interna da garota me agradou bastante. 
Há também o vilão, o rei Rasmos, que me pareceu a imagem e semelhança do rei Maven, personagem mais fodástico da Rainha Vermelha. Por um lado, amei Rasmos por conta dessa semelhança, por outro lado fiquei querendo saber mais dele, esperando por um aprofundamento maior em sua história e, outra vez, ficou faltando (uma pena porque acredito que a história teria sido ainda melhor se houvesse sido dado maior destaque à Rasmos desde o começo). 

Há romance, e o casal protagonista possuí muita química. Torci como criança pelo primeiro beijo entre eles e achei que a relação se desenvolve de uma maneira bem coerente e agradável ao leitor, porém, comecei a intuir todos os segredinhos do personagem de Arcos (o herói da trama) desde a metade do livro, então quando vieram à tona não me surpreendi nem um pouco. Isso com certeza se deve ao fato de que eu leio muita fantasia / distopia, então chega uma hora em que tudo se assemelha demais e certos fatos se repetem nos livros como se seguissem um padrão.  Ainda assim, foi muito legal acompanhar a evolução do casal e também dos personagens de Ruby e Arcos individualmente.

Há um rol de secundários bem interessante, que oculta muitas coisas e deixam o leitor sempre com uma sensação de dúvida e suspeita. Entre os secundários a gente nunca sabe quem é traidor, quem é bonzinho, quem foi corrompido, quem se rebelou e quem é mal de verdade. As surpresas vão se revelando com o passar das páginas e foi aí que encontrei o ponto alto do livro, pois entre os secundários ninguém é previsível e todos possuem importância em algum momento da trama. 

A narrativa da Elly Blake é boa. A autora escreve de uma maneira gostosa, que atraí o leitor, não se prende demais aos detalhes mas consegue oferecer informações suficientes para que possamos conhecer as razões e reações dos personagens protagonistas, em especial Ruby, a narradora da história. Como eu disse, foi um livro que nem esteva planejado na lista, comecei a ler por acaso e ao final me prendeu tanto que li em 2 dias. 

Ainda assim, prevalece a sensação de que foi muito bom, mas poderia ter sido ainda melhor. A ambientação poderia ter sido mais desenvolvida do que foi e o rei Rasmos merecia ter tido mais protagonismo pois é um antagonista misterioso e carismático à sua maneira. 

O final é fechadinho, deixando apenas uma ou duas pontas soltas para a continuação. Achei isso ótimo pois não é o tipo de final que deixa o leitor desesperado para saber o que virá à continuação, mas ao mesmo tempo ainda assim dá vontade de seguir lendo a trilogia pois ficou em aberto um arco importante, que certamente dará o tom no segundo e talvez até no terceiro volume. 

Concluindo...
Por enquanto Frostblood está disponível apenas em Inglês ou em Espanhol, e nenhuma editora brasileira anunciou a compra dos direitos da trilogia mas, pra quem tem a oportunidade de ler a trilogia em algum desses idiomas eu recomendo, já que se trata de uma fantasia gostosinha de se ler, rápida e que nos deixa satisfeitos com um final que, apesar de não ser alucinante, se mantém em um bom nível, suficiente para agradar o leitor com um desfecho fechado e coerente.


"Você não sabe os efeitos que suas palavras tem em mim, Lady Firebrand. Demorou anos pra que eu pudesse levantar essa muralha de gelo em mim. Você está derretendo isso, e sei que vai se romper".
Elly Blake é autora best-seller do The New York Times. Se graduou em Literatura Inglesa e trabalha como designer gráfico e repórter em distintas revistas de negócios e atualmente é também auxiliar de biblioteca.
Vive em Ontario, com seu marido, seus filhos e sue husky siberiano.

Web Page Oficial: http://ellyblake.com/

Twitter: Elly Blake





Nos lemos, 

Alice

7 comentarios:

  1. Oi Alice,

    Vou procurar o livro em espanhol para ver se acho, pois essa mistura de A Rainha Vermelha e Trono de Vidro me deixou curiosa, e pela sua resenha me vi vidrada na trama.
    Eu também me prendo muito nesse tipo de livro e mesmo alguns sendo parecidos no geral, não me canso de ler ♥

    Bjs e uma boa semana!
    Diário dos Livros
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  2. Oi Alice!Rainha Vermelha eu não acompanho, mas Trono de Vidro é uma das minhas séries favoritas de fantasia e por isso esta obra me interessou bastante. Bem que poderia sair por aqui. Bjos!! Cida
    Moonlight Books

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  3. Uma pena que não tenha em português. Quem sabe no futuro. Mas no momento não é uma leitura que me atraia para ler, mesmo assim muito obrigada pela dica.

    Beijos.

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  4. Olá, tudo bem? Não conhecia esse livro ainda, acredito que por não ter aqui no Brasil, mas achei a proposta super interessante e fiquei doida para ler. Adorei tua resenha, espero que lancem logo a versão brasileira!

    Beijos,
    Duas Livreiras

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  5. Oi Alice!
    Bati o olho e já amei <3 Pena que nenhuma editora aqui no BR se pronunciou a comprar, mas já estou sedento <3 Ruby parece muito legal e eu fiquei curioso quanto a esses poderes dela. E esse mundo. Gosto desse lance de poderes elementares e talz *-* AFF, ESPERO QUE SAIA AQUI.

    Abraços
    David
    https://territoriogeeknerd.blogspot.com/

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  6. Oi, tudo bem?
    Eu não conhecia essa trilogia ainda, mas apesar da premissa bem clichê, eu fiquei curiosa para ler. Em especial, fiquei muito empolgada quando você comparou o vilão com o Maven, melhor personagem de A Rainha Vermelha. Uma pena que ainda não tenha sido comprado por nenhuma editora no Brasil, mas vou procurar no kindle para ler em inglês mesmo.
    Adorei a resenha e já anotei a dica.
    Beijos!

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  7. Acredito que essa mistura de A Rainha Vermelha e Trono de Vidro deva ser realmente muito boa e acho que consigo ler tranquilo em espanhol, mas em inglês não rola.

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